Abrir as portas

Abrir as portas

De acordo com dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017 o turismo mundial registrou um avanço de 7% em relação a 2016. Foi o mais alto dos últimos sete anos, superando todas as expectativas de crescimento.

A Europa registrou o maior aumento de chegadas internacionais (8%), igual ao continente africano. Ásia e Pacífico contabilizaram 6% de turistas a mais; o Oriente Médio, 5%, e as Américas, 3% a mais. A América do Sul foi que puxou o crescimento do turismo no continente americano, com crescimento de 7%. América Central e Caribe registraram avanço de 4% e América do Norte de 2%.

Para este ano, a OMT prevê um crescimento de 3,5% a 4,5% na Europa e Américas; entre 5% e 6% na Ásia e no Pacífico; de 5% a 7% na África; e entre 4% e 6% no Oriente Médio. Enquanto isso, Ministério do Turismo já considerou o Carnaval de 2018 o melhor dos últimos cinco anos, com a vinda de mais de 400 mil turistas internacionais.

São indicadores de que estamos no caminho certo, mas ainda temos muitas correções a fazer na condução das políticas governamentais para o setor do turismo. Mudanças essas que já estão em curso e devem gerar excelentes resultados.  Como é o caso do visto eletrônico implantado pelo Ministério de Relações Exteriores nos quatro países com maior demanda de vistos de entrada no Brasil.

Feito pela internet em qualquer lugar e com tempo de resposta inferior a 72 horas, o visto eletrônico é uma verdadeira abertura de nossas portas ao turismo internacional. Para australianos, está sendo emitido desde 21 de novembro. Para japoneses, começou em 11 de janeiro. Para canadenses, no dia 18, e para norte-americanos em 25 de janeiro.

Juntos, os quatro países respondem por 60% dos pedidos de visto para o Brasil. No primeiro balanço feito pelo Ministério das Relações Exteriores após a adoção do sistema nos Estados Unidos, foi registrado um aumento de 70% nos pedidos de visto daquele país. No caso do Japão, o aumento foi de 26%, da Austrália, 57% e do Canadá, 4%.

A previsão da USTOA, entidade que reúne as principais operadoras e agentes de viagens dos EUA, é de que haja um salto no número de turistas daquele país visitando o Brasil com a medida, passando dos atuais 550 mil por ano para mais de 1,2 milhão dentro de três a quatro anos.

Os Estados Unidos são o segundo maior país emissor de turistas para o Brasil, atrás somente da Argentina. Mas, enquanto cada argentino deixa em média US$ 50 por dia no país, os americanos gastam US$ 73 por dia. Caso se confirme o crescimento esperado, a receita anual de US$ 170 milhões com turistas americanos saltaria para mais de US$ 1,5 bilhão.

Agora, o próximo passo já anunciado é a implantação do visto eletrônico na China. Cerca de 130 milhões de chineses viajam anualmente pelo mundo e pouco mais de 50 mil vem para o Brasil. Ou seja, um enorme potencial de atração de novos turistas para o país.

Alexandre Sampaio, Presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)

Alexandre Sampaio é empresário com mais de 37 anos de atuação no mercado hoteleiro carioca e fluminense. Presidente FBHA, também preside o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Cetur/CNC), que reúne mais de 20 entidades associativas empresariais do turismo, além de representantes do turismo nas Federações do Comércio nos estados.

Sampaio é ainda membro do Conselho Nacional de Turismo do Ministério do Turismo; coordenador do Comitê Brasileiro de Normalização em Turismo (CB54), órgão de planejamento, coordenação e controle das normas relacionadas ao Turismo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); e é vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio).

Formado em ciências contábeis, Sampaio foi presidente do SindRio entre 2002 e 2010, quando assumiu a presidência da FBHA e já foi vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) e diretor financeiro, diretor jurídico e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional).

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