Uma breve história dos influenciadores de viagens e o que vem pela frente

Uma breve história dos influenciadores de viagens  e o que vem pela frente

Nos velhos tempos, por volta de 2014, um influenciador de viagens era um blogueiro com um conjunto satisfatório de números em seu site e suas redes sociais.

Esse blogueiro ficava muito contente em ser considerado um influenciador e aceitava de bom grado viagens grátis para lugares como Canadá, Espanha e Áustria, a respeito dos quais ele escreveria, e todo mundo ficava feliz.

Então, alguns blogueiros pararam para pensar e perceberam que podiam cobrar por seu tempo e seu público. Alguns blogueiros de vídeo fizeram o mesmo.

“Tudo bem”, disseram os destinos e as marcas. Mas, em troca, queremos este tanto de conteúdo, a divulgação desta mensagem e, aliás, queremos que o conteúdo seja difundido nos seus canais, mas queremos ser donos dele.

A essa altura, já tinha se espalhado a notícia de que você podia ser pago para publicar em blogs, no Twitter e no Snapchat, e então todo mundo entrou na festa, deixando muitos blogueiros e vlogueiros consagrados um tanto desiludidos.

Desiludidos com: A) a invasão do mercado por amadores; B) as exigências sempre crescentes dos clientes; C) a mudança constante das regras pelas plataformas sociais, resultando em menos engajamento; e D) a perda de status como criadores de projetos e a transição para criadores de conteúdo.

Kash Bhattacharya, do blog Budget Traveller, escreveu no mês passado no Facebook: “Lamento a maneira pela qual toda a natureza do marketing de destinos e marcas ficou maçante. Há uma clara falta de disposição para se arriscar e experimentar novas ideias”.

Ele não é o único a sentir saudades de 2014. Porém, as marcas passaram da cobertura geral para o foco em nichos – sejam plataformas como Instagram, sejam produtos como vídeo, seja uma fatia particular do mercado consumidor.

A Visit England, por exemplo, está enfocando atualmente a geração do milênio, a geração Y e pessoas no fim da adolescência ou com 20 e poucos anos que vêm passando muito menos férias no país de origem em anos recentes.

Ela tem como estratégia trabalhar com cinco blogueiros que representam um estilo de vida – inclusive moda e gastronomia, assim como viagens – que se encaixa naquele mercado: nada de conteúdo geral lá, por enquanto.

James Street, cofundador da Whalar – uma agência de marketing que trabalha com influenciadores – confirma o distanciamento do conteúdo geral de viagens. “A maneira pela qual os influenciadores trabalham é mudando o tempo todo”, diz ele.

Nós costumávamos dizer que, se você não tivesse um público, não tínhamos interesse. Agora também estamos em busca de bons criadores de conteúdo.

A maior parte está no Instagram. Assim, a Whalar estará agora, em termos gerais, receptiva a fotografias geniais ou a criadores de vídeo sem público, que ela poderá oferecer a marcas que estejam atrás de certo mercado ou tipo de viajante. Em muitos sentidos, trata-se do renascimento do profissional de mídia.

A Whalar não é a única agência a reviver antigas habilidades e obviedades no marketing. A Qubist, agência digital de Brighton, também se distanciou da ‘velha’ guarda de influenciadores, segundo o diretor de conteúdo Mark Henshall.

Tivemos sucesso com influenciadores e microinfluenciadores – e também tivemos resultados ambíguos –, mas o que vem se mantendo constante ao longo dos anos é o poder, para as marcas, dos clientes e funcionários defensores”, explica ele.

Esses grupos de defensores dentro do marketing de influenciadores reformulam a ideia do que a influência pode ser e, nesse sentido, isso não é realmente nada de novo – é o marketing de boca a boca, possivelmente o tipo de marketing mais antigo de que se tem notícia.

Caramba! Estão tirando a poeira dos fotógrafos e do marketing de boca a boca?! O que aconteceu com o marketing vanguardista de 2014 pelas redes sociais? E o que vem pela frente: trazer de volta as câmeras Polaroid?!

Opa, espere aí… A Polaroid (sim, aquela Polaroid) já tem quatro novos drones com câmera

 

Autor

Steve Keenan,  Travel Perspective.

Mais sobre o autor: http://wtm-news.bitnamiapp.com/en/author/steven/

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