Tendências e Inovação no Turismo e Hotelaria

Tendências e Inovação no Turismo e Hotelaria

Por Marta Poggi


O uso cada vez mais frequente das novas tecnologias mudou o comportamento dos consumidores e impactou diretamente nos negócios de turismo.

O viajante 4.0 usa o celular em todas as etapas da jornada de compra: desde a inspiração até a volta para casa. As empresas que utilizam tecnologias para conhecer seus clientes, ter presença online e oferecer boas experiências de compra e consumo, se destacam no mercado altamente competitivo.

Assim, é essencial acompanharmos as tendências globais do turismo, para planejarmos e tomarmos as melhores decisões para nossas empresas. Aqui seguem as principais tendências da indústria de viagens:

  1. Inteligência Artificial

Dentre as novas tecnologias, a Inteligência Artificial vem se difundindo mais rapidamente. Robôs auxiliam passageiros nos aeroportos e também exercem diversas tarefas operacionais nos hotéis e restaurantes da China e Japão.

Chatbots são usados frequentemente por hotéis, destinos, companhias aéreas, etc. E também observamos uso da biometria para agilizar embarques nos cruzeiros e aeroportos, assim como ônibus turístico autoguiado Finlândia.

  1. Realidade Virtual

A realidade virtual se adapta muito bem ao turismo, oferecendo uma experiência imersiva, onde o usuário pode ter uma “amostra grátis” do destino, hotel, passeio, evento, etc.

A VR tem sido explorada como entretenimento a bordo. A Iberia disponibiliza óculos na rota Madrid/Telaviv, e os passageiros acessam jogos interativos e conteúdos diversos sobre os destinos operados pela empresa.

  1. Big Data

Os dados estão aí e ganha competitividade quem fizer melhor uso deles. Na era em que as pessoas acham que tudo foi feito “para elas”, a personalização da oferta é fundamental para atrair, converter e surpreender clientes. Para isso, o uso de dados é chave.

  1. Uso da voz

O comando de voz para pesquisar e reservar hotéis é tido como a próxima grande disrupção na distribuição de hotéis. Já é possível reservar um hotel (e também restaurante) em dois minutos, por meio do Assistente do Google.

Estudos mostram quem em dois anos 50% das buscas utilizarão voz. Em termos de distribuição, isto significa grandes mudanças no jogo, influenciando diretamente OTAs, hotéis de rede e também os independentes.

  1. Experiências

Falamos da importância de oferecer experiências únicas há mais de 10 anos, mas no Brasil poucos avanços aconteceram. Além da oferta de experiências que marcam os turistas, é fundamental oferecer boas experiências de compra, ou seja, facilidades na palma da mão para que o cliente se encante com a marca e não mude para o site vizinho.

  1. Visual

Vivemos no mundo do excesso de informação e os conteúdos visuais ganham atenção dos usuários de sites e redes sociais. Um estudo da Schofields (2017) mostra que 40% dos millennials escolhem destinos, hotéis e restaurantes “Instagramáveis”. Eles optam pelos locais que farão suas redes sociais bombarem.

A Easyjet entendeu bem esse perfil do usuário e lançou em 2018 o aplicativo Look&Book. Ao navegar pelo Instagram, ele “printa” a foto do destino , coloca-a no aplicativo, que reconhece o lugar e já mostra as possibilidades de voo para compra. Simples assim!

  1. Detox Digital

Parece um contraponto, mas faz todo sentido. Com tanta tecnologia e conectividade, vamos precisar de momentos para nos desconectarmos da rotina. É mudar de FOMO (fear of missing out), motivo pelo qual acessamos redes sociais o tempo todo, para JOMO (joy of missing out), vontade de focarmos nas experiências analógicas. Na Espanha, 75% dos turistas de luxo afirmaram que gostariam de férias desconectadas.

As mudanças serão cada vez mais rápidas e precisamos acompanhá-las de perto. E uma boa forma de fazer isso é participando da WTM. Nos vemos em 2020!

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As opiniões expressas neste texto são do autor e não refletem, necessariamente, a posição da WTM Latin America.

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